A exploração do subsolo consiste em um processo de investigação geotécnica através de prospecções para análise do maciço de solo onde determinada obra será executada.

Objetivo

Conhecer as propriedades do solo, no que tange a sua identificação, propriedades mecânicas, hidráulicas e características físicas, bem como as espessuras de suas camadas importantes, além de buscar informações relativas ao nível d´água e sua variação, permitindo-se estabelecer parâmetros para estimativa de capacidade de carga e recalques.

Programa

Para que tal processo forneça o maior número de parâmetros e informações que garantam uma amostragem suficientemente confiável para a elaboração de um projeto de fundações, faz-se necessária a elaboração de um programa de exploração do subsolo que deverá contar
com participação efetiva do projetista de fundações e estar em comum acordo com o proprietário e a equipe responsável pela construção.

Amparada pela legislação vigente, através dos códigos de obra e normas técnicas, o programa deverá contemplar as etapas e fases da obra (estudos preliminares, estudos complementares, projeto, execução, vistoria, etc) e fornecer diretrizes quanto:

a) Métodos de exploração;
b) Número de pontos de perfuração;
c) Locação dos pontos de perfuração;
d) Profundidade mínima.

No Brasil, o método de exploração mais tradicional e corriqueiro é o SPT (Standard Penetration Test), comumente conhecido com sondagem e regido pela ABNT NBR 6484:2001.

Fatores condicionantes

Dentre os fatores mais importantes que norteiam a elaboração de um programa de investigação do subsolo, podemos citar:

a) Características da obra:
– Peculiaridades;
– Porte da construção;
– Grandeza e natureza das cargas.

b) Natureza do terreno:
– Características próprias e da vizinhança.

c) Geologia:
– Dados referentes ao solo;
– Rochas e minerais esperados;
– Propriedades de engenharia.

d) Topografia:
– Desníveis significativos;
– Presença de taludes e outras configurações que requeiram cuidados especiais.

e) Informações sobre serviços realizados:
– Existência de aterros;
– Compactações;
– Terraplanagens prévias.

Bibliografia

ABEF – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES E GEOTECNIA. Manual de Execução de Fundações e Geotecnia – Práticas Recomendadas. São Paulo: PINI, 2012.

ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6484: Solo – sondagens de simples reconhecimento com SPT – Método de ensaio. Rio de Janeiro, 2001.

ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8036: programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios. Rio de Janeiro, 1983.

ALONSO, U.R. Exercícios de fundações. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 1983.

BOTELHO, M.H.C.; CARVALHO, L.F.M. Quatro edifícios, cinco locais de implantação, vinte soluções de fundações. São Paulo: Blucher, 2015.

CINTRA, J.C.A.; AOKI, N.; TSHUA,C.H.C.; GIACHETI, H.L. Fundações: ensaios estáticos e dinâmicos. São Paulo: Oficina de Textos, 2013.

MORAES, M. C. Estruturas de fundações. São Paulo: McGraw-Hill, 1976.

VELLOSO, D.A.; LOPES, F.R. Fundações, Volume 1. São Paulo: Oficina de Textos, 2011.

Eng. Me. André Luís L Velame Branco
Projetista, Professor e Consultor de Cálculo Estrutural

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